Mary Louise Streep, também conhecida pelo seu nome artístico Meryl Streep, é, indubitavelmente, um dos maiores nomes do cinema. Nascida em 1949 na cidade de Summit, New Jersey, EUA, Meryl cresceu em Bernardsville, New Jersey. Graduada em Teatro Dramático na Vassar College, fez seu mestrado em Artes Dramáticas em Yale.
Em sua vasta carreira, Meryl coleciona grandes sucessos como: “O Diabo Veste Prada”, “Kramer Vs. Kramer”, “Mamma Mia”, “A Dama de Ferro”, “Julie & Julia”, “Álbum de Família” e “As Pontes de Madison”.
Após sua graduação, Meryl participou de algumas montagens teatrais em New York e estreou na Broadway com “Happy End” e atuou no teatro até o início de 1980. Sua estreia no cinema aconteceu em 1977 com o filme “Temporada Mortal”, e no mesmo ano atuou em “Julia”. Em 1978, ela participou das minisséries “Holocausto” e “O Franco Atirador”, sendo indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por essa última.
Principais filmes de Meryl Streep
A atriz já foi condecorada com três prêmios Oscars por protagonizar várias produções de sucesso. Dona de um talento indiscutível, Meryl é usualmente reconhecida por sua incrível capacidade de encenar diversos tipos de sotaques, um toque sutil que abrilhanta ainda mais suas atuações impecáveis. Veja abaixo alguns dos grandes sucessos da atriz:
A Escolha de Sofia (1982)
Nesse romance/drama que se passa em 1947, Sofia (Meryl Streep) é uma polonesa que chegou a ser prisioneira dos nazistas em um campo de concentração e atualmente mora no Brooklyn, em uma casa onde quartos são alugados.
Seus vizinhos no mesmo edifício são Stingo (Peter MacNicol), um aspirante a escritor, e Nathan (Kevin Kline), seu namorado cheio de carisma. Desenvolve-se então um triângulo amoroso que fará Sofia ter de fazer a famigerada escolha.
O Diabo Veste Prada (2006)
O longa “O Diabo Veste Prada” retrata os bastidores do jornalismo de moda em uma badalada revista de uma grande metrópole americana. Andy (Anne Hathaway) interpreta a assistente novata da editora-chefe, Miranda (Meryl Streep), que é “o diabo em forma de gente”, devido à sua postura extremamente exigente.
Andy se desdobra aos mandos e desmandos de Miranda, que habitualmente mistura sua vida profissional e pessoal, fazendo exigências autoritárias e demonstrando um comportamento oposto ao que um chefe ideal deveria adotar.
Kramer vs. Kramer (1979)
Protagonizado por Dustin Hoffman (Ted Kramer) e Meryl Streep (Joanna Kramer), o filme pode ser categorizado como um drama jurídico. Ted é um bem-sucedido publicitário que vive em função do trabalho, negligenciando sua família. Apesar da abastada condição financeira, a família carece de diálogo, carinho e respeito. Tal situação leva Joanna a deixar sua casa.
Ted se vê então compelido a assumir também a função de “dono-de-casa” e a obrigação de cuidar do próprio filho, Billy (Justin Henry), que agora fica em primeiro plano na lista de prioridades do pai. Nesse momento de suas vidas, Joanna reaparece reivindicando judicialmente a guarda do filho.
A Dama de Ferro (2011)
Meryl Streep aqui se transforma na primeira-ministra britânica Margaret Thatcher. O filme narra a história de Margaret desde sua infância até o período mais popular de seu governo: a Guerra das Malvinas, onde reivindicou da Argentina parte de seus territórios.
Já avançada em idade e sofrendo do Mal de Alzheimer, vivia só, pois seu marido já havia falecido. Por meio de lembranças de diálogos com seu falecido esposo, a obra mostra como “A Dama de Ferro” é um título digno de uma mulher forte que quebrou paradigmas em uma sociedade majoritariamente machista.
A Mulher do Tenente Francês (1981)
O filme conta paralelamente duas histórias de amor: uma se passa na Inglaterra do século XIX, sobre Charles (Jeremy Irons), um biólogo às vésperas de seu casamento que se apaixona por Sarah (Meryl Streep). Após um curto e intenso caso de amor, Sarah decide abandoná-lo, o que devasta o homem. Outra mostra Anna (Meryl Streep) e Mike (Jeremy Irons), dois atores que interpretam os mesmos papéis em um filme de época.
No decorrer das gravações do tal filme de época, os atores que interpretam os amantes da época vitoriana envolvem-se em um caso amoroso, o que acontece de forma simultânea com seus personagens.
Mamma Mia! (2008)
Às vésperas de seu casamento, Sophie (Amanda Seyfried) ainda não sabe quem é seu pai, mas tem suas suspeitas. Assim sendo, envia convites do evento para Sam (Pierce Brosnan), Harry (Collin Firth) e Bill (Stellan Skarsgard), que vêm de diferentes cantos do planeta ansiosos para reencontrar a mulher de suas vidas: Donna (Meryl Streep), que é a mãe de Sophie.
Regado ao som da banda Abba e de forma despretensiosa, “Mamma Mia!” não é um filme que pretende mudar a vida das pessoas, mas a experiência de assisti-lo deixará certamente os espectadores com excelente bom humor.
As Pontes de Madison (1995)
Dirigido e protagonizado por Clint Eastwood, o filme conta também com Meryl Streep entre as personagens principais. Tudo começa quando dois irmãos, Carolyn (Annie Corley) e Michael (Victor Slezak), organizam as coisas de sua falecida mãe, Francesca (Meryl Streep), quando verificam que um dos pedidos dela em seu testamento é que suas cinzas sejam lançadas sobre uma ponte no condado de Madison.
Encontram também um diário, onde Francesca deixou registrado o romance que viveu por quatro dias com um fotógrafo da National Geographic: Robert Kincaid (Clint Eastwood), que foi designado pela revista para registrar as pontes cobertas do condado em 1965.
Premiações e Reconhecimentos de Meryl Streep
De forma mais do que merecida, Meryl Streep recebeu mais de cinquenta premiações das mais diversas academias e instituições no decorrer de sua carreira por suas fantásticas interpretações.
Destaques para o Oscar de Melhor Atriz em 1983 e 2013 pelos filmes A Escolha de Sofia e A Dama de Ferro. Também recebeu a mesma estatueta como Melhor Atriz Coadjuvante em 1980 pelo filme Kramer vs. Kramer. Recebeu ainda o Prêmio BAFTA de Cinema como melhor atriz em 1982 e 2012, pelos filmes A Mulher do Tenente Francês e A Dama de Ferro, respectivamente.
Meryl Streep fora das telas
Meryl é conhecida fora das telas por sua luta pela igualdade social entre homens e mulheres. Em uma foto publicada na revista Time Out, Meryl, sorridente, posa para a foto usando uma camiseta com a frase: “Eu prefiro ser uma rebelde do que uma escrava.”
Inspirada também na jovem paquistanesa Malala, Meryl chamou a atenção em uma cerimônia de entrega do Oscar ao apoiar o discurso de Patricia Arquette sobre a discrepância dos salários entre homens e mulheres na indústria.
Por ter suas raízes no teatro, a atriz participou de várias peças no decorrer dos anos. Uma das primeiras, em 1980, foi “Alice in Concert”, no The Public Theater de Nova Iorque, teatro que inclusive recebeu uma generosa doação da atriz (US$ 1 milhão) em 2012.
Meryl Streep é, além de extremamente talentosa, uma pessoa fantástica dentro e fora das telas ou fora dos palcos. Seja no teatro ou no cinema, considere conhecer mais ainda sobre sua extensa e notável obra.
