A obra Os Homens que Não Amavam As Mulheres foi o ponto de partida da Trilogia Millennium, saga literária de grande impacto do escritor sueco Stieg Larsson, que gerou adaptações cinematográficas muito famosas.
Os Homens que Não Amavam As Mulheres teve êxito não apenas comercialmente, mas também alcançou marco cultural e transformou a personagem Lisbeth Salander em um ícone de força e resiliência.
Neste artigo, abordamos tudo o que você precisa saber sobre Os Homens que Não Amavam As Mulheres, da obra original às suas diferentes adaptações para o cinema da Suécia e dos Estados Unidos.
O que é Os Homens que Não Amavam As Mulheres
Os Homens que Não Amavam As Mulheres é o primeiro volume da aclamada Trilogia Millennium, criada pelo jornalista e escritor sueco Stieg Larsson. A obra aborda, com profundidade, temas como corrupção, violência e misoginia.
Na trama, conhecemos Mikael Blomkvist, um jornalista condenado por difamação que é contratado para investigar o desaparecimento de Harriet Vanger, ocorrido há cerca de 40 anos.
Ele conta com a ajuda de Lisbeth Salander, uma jovem hacker com um passado problemático e peculiares habilidades sociais, cuja inteligência e métodos pouco convencionais se mostram cruciais para a investigação.
Infelizmente, Stieg Larsson morreu em 2004 e nunca teve a chance de vivenciar a estrondosa recepção da publicação de Os Homens que Não Amavam As Mulheres, em 2005.
O livro rapidamente se transformou em um fenômeno literário, recebendo elogios por sua escrita afiada e originalidade na abordagem de seus temas. As qualidades da obra a fizeram se destacar no contexto literário da época, marcado pela forte ascensão de suspenses nórdicos.
Adaptação para o cinema sueco
Em 2009, Os Homens que Não Amavam As Mulheres foi adaptado para o cinema sueco, com direção de Niels Arden Oplev e Michael Nyqvist e Noomi Rapace no elenco. A adaptação conquistou a crítica europeia e chocou o público com sua crueza e realismo.
A atuação de Rapace como Lisbeth Salander foi considerada um destaque, projetando a carreira da atriz internacionalmente. No mesmo ano de 2009, duas sequências foram lançadas:
- A Menina que Brincava com Fogo: Continuação direta de Os Homens que Não Amavam as Mulheres. A história se propõe a explorar o passado traumático de Lisbeth Salander, abordando os motivos para a sua personalidade ser tão complexa.
- A Rainha do Castelo de Ar: Conclusão da Trilogia Millenium. Na trama, descobrimos os segredos da “Seção”, uma organização secreta dentro do governo sueco, responsável por encobrir os crimes de indivíduos poderosos; pontas soltas das histórias anteriores são resolvidas.
Adaptação para o cinema norte-americano
Em 2011, chegou aos cinemas a adaptação norte-americana, intitulada Millenium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres. A direção ficou por conta de David Fincher, aclamado por seu trabalho em Clube da Luta e Seven: Os Sete Crimes Capitais, entre outras produções.
O elenco trouxe grandes nomes, como Daniel Craig e Rooney Mara. A versão hollywoodiana foi um sucesso de crítica e público, ainda que sem o mesmo impacto da versão sueca.
Por anos, os estúdios tentaram realizar uma sequência dessa versão com Fincher, Craig e Mara. No entanto, tudo o que conseguiram foi uma vaga “continuação espiritual”: em 2018, foi lançado Millennium: A Garota na Teia de Aranha, com direção de Fede Alvarez e Claire Foy como Lisbeth Salander.
O filme foi um grande fracasso de crítica e público, sendo rejeitado por fãs do livro e de todas as adaptações anteriores. Foi o fim da tentativa de Hollywood de transformar Millenium em uma franquia.
Comparação entre as versões sueca e norte-americana
No geral, a primeira adaptação de Os Homens que Não Amavam as Mulheres, do cinema sueco, ainda é considerada a versão mais querida pelos fãs do livro. Sua abordagem é completamente autêntica, sem mencionar a interpretação memorável de Noomi Rapace.
A versão norte-americana, obviamente, teve um orçamento muito mais robusto, o que garantiu uma produção muito mais polida. No entanto, ser mais sofisticada também significa que essa versão é menos chocantemente crua.
Dito isto, David Fincher ainda merece elogios por ter feito um “remake” que justificou a sua própria existência. A sua mão pesada na direção fez com que a sua abordagem agradasse especialmente os fãs de sua própria filmografia.
Qual versão assistir?
Na avaliação do Citou Filmes, ambas as versões de Os Homens que Não Amavam as Mulheres merecem ser assistidas. Considere começar pela versão sueca, a menos que não esteja muito familiarizado com o cinema europeu; nesse caso, a versão norte-americana pode lhe agradar mais.
Conclusão
No geral, Os Homens que Não Amavam as Mulheres é um exemplo de livro que teve sorte com as suas adaptações, com exceção do esquecível Millennium: A Garota na Teia de Aranha, de 2018.
Como mencionado anteriormente, a Citou Filmes recomenda assistir ambos os filmes de Niels Arden Oplev e David Fincher, além de sugerir que se procure o livro de Stieg Larsson para conferir a origem de tudo o que foi transportado para as telas.
