Michael – O Filme: Nostalgia, Exagero ou uma Hagiografia do Rei do Pop

Imponente. Sublime. Instigante. Talvez essas palavras possam representar e definir tranquilamente ao menos 1% do que é o filme “Michael”, a cinebiografia que estreia dia 24 de abril nos cinemas. 

Após alguns rumores, boatos e até “tretas” nos bastidores do filme, o longa chega aos cinemas para emocionar e cativar a todos nós, fãs do eterno Rei do Pop. E, claro, para quem é cinéfilo, essa cinebiografia é mais que um prato cheio. 

Poucos filmes nos prendem do começo ao fim, de forma que a respiração fica quase nula,  as lágrimas preenchem nossos olhos e transbordam sem que percebamos. E eu falo com propriedade que esse filme fez isso não somente comigo, mas com quem estava naquela sala escura de cinema. 

Sendo honesta, estava um tanto quanto receosa sobre o filme e o que ele abordaria. Mesmo sabendo que seria uma biografia do artista, sentia um pouco de dúvida e até mesmo um certo desconforto por saber que parte da família — principalmente Joseph Jackson, o pai de Michael — estaria por trás da produção do filme. 

Não me surpreendeu ao descobrir que ele participou ativamente da produção e dos detalhes do filme, assim como Katherine Jackson (mãe de Michael) também estava envolvida. Apesar do leve desconforto e de uma “romantização” sobre o trato com os filhos de Joseph, o filme não deixou nada a desejar. 

Jaafar Jackson e o seu talento escondido

A minha maior surpresa, de forma positiva, é, claro, foi descobrir que Jaafar Jackson, sobrinho de Michael, o interpretaria na fase jovem/adulta. Jaafar nunca havia entrado em um set, nem sequer estava envolvido no meio hollywoodiano, mas o que esse rapaz entregou de carisma, talento, voz, molejo e tudo mais, nos faz refletir se Michael não teria deixado um pouco dele ainda na terra para nos abençoar com tamanho talento. 

Tanto a atuação de Jaafar quanto a de Colman Domingo (Joseph Jackson) foram um caso totalmente à parte. Ambos se dedicaram ao máximo nesses papéis e nos enviaram diretamente para a relação entre pai e filho. De uma forma leve, porém firme. 

Todo o elenco restante foi escolhido a dedo. As atuações de Katherine (Nia Long), os irmãos de Michael (Rhyan Hill como Tito; Tre Horton como Marlon; Joseph David-Jones como Jackie e Jamal R. Henderson, como Jermaine, além do pequeno Mike (Juliano Krue Valdi) foram de uma monstruosidade sem igual. Cada persona desse elenco elevou ainda mais a magnitude do filme.

O roteiro ficou por conta de John Logan, com direção de Antoine Fuqua, dois monstros de primeira categoria. Agora, comentando sobre as músicas, eu não poderia deixar de dizer que, se você é um fã de musicais, você irá adorar, mesmo que o filme não seja um musical em si. Porém, há cenas completas das músicas de Michael Jackson, como “Thriller”, “Beat It”, entre outras. E sobre “Thriller”: Se você estava curioso para saber sobre a gravação do clipe, se prepare. O filme mostra exatamente como foram feitas, além, é claro, da curiosidade de que Michael chamou as gangues rivais Crips e Bloods para participarem do clipe de “Beat It”.

A linha do tempo de “Michael”

Toda a cronologia do filme se passa em forma de linha do tempo. Desde a época em que surgiam os Jackson 5 até à sua liberdade e “quebra de contrato” com o seu pai. Uma outra curiosidade superinteressante — que eu particularmente adorei — foi o uso de CGI para representar os animais que Michael tinha em sua casa, como o chimpanzé Bubbles, a lhama Louie, a cobra Muscles, entre outros. 

A linha do tempo de “Michael”
Fonte/Reprodução: Universal

Um dos momentos mais emocionantes do filme — quase foram quase todos, diga-se de passagem — foi o episódio em que Michael sofreu queimaduras em sua cabeça, quase vindo a falecer. Mas essa parte aqui não darei spoilers e você precisará assistir para entender o sentimento desse momento icônico e um dos ápices do longa.

Foi uma grata surpresa não terem incluído todas as polêmicas em que o nome de Michael estava envolvido. Então, se você buscava fofocas, esse filme, com toda a certeza, não é para você. 

Esse filme, com absoluta certeza, é um dos maiores filmes produzidos atualmente. Assista. Se emocione. Ria. E, principalmente, curta o momento e mate um pouco às saudades que temos do Rei. 

Nota 5/5

Veredito

5/5

Poucos filmes nos prendem do começo ao fim, de forma que a respiração fica quase nula, as lágrimas preenchem nossos olhos e transbordam sem que percebamos.
Michael - O Filme: Nostalgia, Exagero ou uma Hagiografia do Rei do Pop
Michael - O Filme: Nostalgia, Exagero ou uma Hagiografia do Rei do Pop

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